domingo, 9 de janeiro de 2011

Viva a Cultura Popular Brasileira!

Minas Gerais é um estado conhecido pelo queijo, pelo doce de leite, pelo nosso jeitinho "come quieto", pela nossa música e também pelas crenças, costumes, e tradições que fazem do nosso estado um dos mais ricos - culturalmente falando - e comentados pelo Brasil e pelo mundão afora.
Uma destas tradições é a Folia de Reis, festa de origem européia que simboliza a visita dos Três Reis Magos (Baltazar, Belchior e Gaspar) ao Menino Jesus. Segundo as histórias, os três seguiram a Estrela de Belém para chegar até o Pequeno para oferecer três presentes: o ouro, o incenso e a mirra, simbolizando a realeza, a divindade e a imortalidade, respectivamente. Outra curiosidade que gira em torno dessa história é que os irmãos representavam toda a humanidade, sendo um negro, outro branco e um moreno. A visita supostamente teria ocorrido no dia 6 de janeiro, data em que se comemora o Dia de Santo Reis, como é conhecido e chamado por aí. Em alguns países europeus, o Natal é comemorado neste dia, e não no dia 25 de dezembro como conhecemos. Em terras tupiniquins, essa belíssima tradição acontece principalmente no interior dos estados. Poços de Caldas certamente não estaria de fora de uma festividade tão importante e tão bela como essa, né? Aconteceu ontem (sábado, dia 8) o Encontro de Folia de Reis aqui na cidade, e é sobre ele que vou lhes falar agora!



A tarde [chuvosa] de ontem foi a mais agradável e emocionante que eu tive nesse comecinho de década. Porque? Por que presenciei uma manifestação belíssima de fé e alegria. O encontro aconteceu na Igreja Matriz, lugar que também merece destaque pela sua linda arquitetura. Eu fiquei vidrado em cada verso cantado pelas Companhias de Reis que participaram do evento, observando a riqueza musical que os grupos têm. As vozes são divididas de forma bela e, me ouso a dizer, técnica! São pessoas simples, humildes, que muitas vezes nem sabem da existência da teoria musical, exercícios para voz, nunca fizeram aula de nenhum instrumento e mesmo assim dão um show, impecávelmente afinados! Toda aquela cantoria me fez viajar pra uma roça, com todo aquele povo de roupa colorida tocando e cantando, os bastiões dançando e levantando a poeira do terreiro e a comida sendo preparada em fartura pra todo mundo no fogão de lenha...

É impossível não perceber a e emoção que os foliões depositam num acontecimento desses. A fé é tão forte, que pude presenciar dentro da igreja pessoas que não conseguiram conter a emoção e desabaram em lágrimas. Na minha opinião, acima de tudo, a Folia de Reis faz bater forte no peito dos mais velhos uma nostalgia daquele tempo de criança, que os seus pais faziam isso. Geralmente, as pessoas que hoje fazem parte desses grupos cresceram nesse meio, como é o caso de um senhorzinho que quase me fez chorar também. O apresentador do evento havia falado que ele tinha 92 anos, e quando falei isso pra ele, o velhinho deu uma gargalhada e respondeu: "Noventa e dois? Não, não meu filho...eu sou de 1912!". O nome dele é José Santana, ou Zé Santana (foto ao lado), como prefere ser chamado. "Desde os dez anos de idade eu participo dessa cantoria!". Só como embaixador de Folia de Reis são 75 anos. O que mais me emocionou é a disposição dele, o sorrisão estampado no rosto sempre. E ele disse que não vai parar com a Folia enquanto Deus permitir que ele continue!
O primeiro grupo que eu vi se apresentar lá foi o grupo de Antônio Cassimiro de Lacerda. A Companhia leva o nome dele e tem três anos de atuação na cidade. Logo depois da apresentação deles, fiz questão de ir tirar uma palavrinha dele, que desde o começo me pareceu ser uma pessoa muito carismática e simpática. Perguntei a ele o que era pra ele a Folia de Reis e ele, sem pensar, respondeu: "É louvar a Deus! É entender bem como foi o nascimento de Jesus!".
Lembram quando eu disse que muitos já crescem nesse meio? Então, lá também vi muitas crianças e resolvi bater um papinho com uma delas. O nome do pequeno folião poçoscaldense é Marcelo, ele tem 11 anos, e me disse o seguinte, exatamente com estas palavras: "Começou pelo meu avô! Os morenos, os negros ensinaram ele a cantar Folia de Reis, aí foi passando de geração em geração até chegar em mim. Depois, eu vou seguir também junto!".
Esse foi o meu 8 de janeiro! Espero que eu tenha conseguido passar um pouquinho do que foi este belo evento que acontece anualmente em Poços de Caldas! A cultura está aí pra todos, em vários cantos, cabe a nós correr atrás dela! É tudo muito bonito, muito comovente, muito nosso! Se tiverem a oportunidade de conhecer o trabalho de qualquer grupo de Folia de Reis, eu recomendo muito que o façam, vocês não vão se arrepender e vão ser emocionar, como eu me emocionei!
Obrigado pelas quase 3 mil visitas nesse pouco tempo que o blog Poesia Concertante está em atividade! Espero estar conseguindo agradar a maioria de vocês com as postagens!
Janeiro é um mês rico em Poços de Caldas! Tá rolando por aqui o renomado e conhecido em vários cantos do mundo Festival Música nas Montanhas! Obviamente, vocês verão algo sobre esse evento aqui no blog também! Aguardem as novidades! Abraços!
Fotos e texto por: Tokinho

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

95 anos de história e...poesia!

Este ano tive um Natal diferente do que estava acostumado: todas as festividades com a minha família aconteceram no sítio do meu pai, que ele tem desde quando eu era bem molequinho. É um lugar simples que me traz muitas boas lembranças. Este sítio por coincidência do destino é vizinho do lugar onde minha mãe foi criada e morou boa parte da sua vida, portanto, ela e consequentemente nós, conhecemos todo mundo ali nas redondezas e sempre que vamos pra lá nos reunimos para prosear, contar histórias e jogar truco! No dia 25 de dezembro não foi diferente. Fomos para a casa de nossos vizinhos: a família Corrêa. Como toda e qualquer reunião de amigos na roça, muita fartura e variedade nas formas e tigelas em cima do fogão de lenha. Quem é mineiro sabe do que eu estou falando, né? Leitoa, frango, tutu de feijão, enfim...


De todos que estavam lá, uma figura se destacava: um velhinho de 95 anos, de uma simpatia ímpar, alegria maior ainda, que não dispensa (e diz ele que nunca dispensou) uma pinguinha a qualquer hora do dia. Ele é pai, sogro e avô dos anfitriões. Entre uma música e outra no violão, ouvi umas rimas. Na hora parei de tocar e olhei pra ver quem tava falando aquilo tudo. Me surpreendi e fiquei muito feliz quando vi que o dono daqueles versos era o Sr. Vitor Corrêa, o velhinho que eu falei a pouco. Ainda bem que eu tinha uma câmera em mãos naquele momento e pude registrar isso. Pedi pro Sr. Vitor repetir o poema pra que eu pudesse filmar, e ele não hesitou.

Mary Shelley, uma escritora britância de alguns séculos atrás disse que "a poesia imortaliza tudo que há de melhor e mais belo no mundo." Eu concordo plenamente, realmente as melhores e mais belas coisas da vida podem ser imortalizadas com um poema. Nesse caso, talvez nem tanto pelas palavras, mas pelo exemplo que esse senhor nos dá de que viver é ser feliz. Que ter 95 anos não significa estar esperando a morte chegar, e sim estar torcendo pra que ela não chegue logo.

Um muito obrigado a toda família do Sr. Vitor, que sempre nos recebeu muito bem em sua casa e a ele próprio, que talvez não visite este blog por não ser ligado a tecnologia e internet, mas mesmo assim, devo agradecer. Por ser tão forte, alegre, vivo e lúcido! Que esse vídeo sirva de exemplo aos que acham que a vida não vale a pena, por qualquer motivo que seja. Se você, com seus 18, 20, 30 anos já está pensando em desistir por conta dos problemas da vida, imagine quanta coisa esse homem já passou em noventa e cinco anos de existência?

Espero que gostem deste vídeo, que representa, acima de tudo, a vida. Mas também representa a cultura que o Brasil muitas vezes esquece, ou nem chega a conhecer.

Adeus Casamento
(Vitor Corrêa)
Eu já ando convidando pra ir no meu casamento,
A moça eu num conheço,
Nóis num temos conhecimento.
Eu sou caboclo trabaiadô,
Todos banco que eu vejo é meus instrumento.
A carça tem duas rapadura
No lugar dos assento;
A camisa não tem cacunda,
Isso é pra tomar um vento.
Eu já ando convidando pra ir no meu casamento
A moça eu num conheço,
Nóis num temos conhecimento.
Eu tenho meu chapéu caro
Que custou miliquinhento,
Lenço grande no pescoço
Da corzinha de pimenta.
Fui descendo a rua abaixo
Muito alegre, muito atento
Mas cheguei na casa da moça
Já cheguei e bati na porta...
Logo ela veio de lá de dentro
E eu já falei do casamento
Ela foi depressa e me respondeu:
"Confiança eu num te dou,
Vai pros quinto, pros trezento!"
Eu saí num trote duro, numa marcha de jumento
Casar eu não caso mais, acabou meu sofrimento.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Gênio felino...

"Atirei o pau no gato-to-to, mas o gato-to-to não morreu-eu-eu! Dona Xica-ca admirou-se-se com o berro, com o berro que o gato deu: MIAUUUUU!"

Quem nunca cantou isso que atire o que quiser, desde que não seja no bichano que vou lhes apresentar. Ele pertence a pianista/tecladista da Poesia Concertante (Fernanda Dearo) e resolveu seguir os passos da dona aprendendo a tocar teclado. Mesmo sendo uma música que fala de maus tratos a sua espécie ele resolveu tocá-la! (risos) Ele está aprendendo o instrumento há pouco tempo, portanto precisou da ajuda de alguém mais experiente para a gravação deste vídeo: Flavio d'Avila. Agora pasmem: o gatinho só tem 2 meses! Imaginem só quando ele crescer mais um pouquinho? Com certeza estará tocando peças dificílimas para piano!
O nome dele é o mesmo de um dos maiores gênios que a música já teve: Heitor! Se você está se perguntando "Mas quem é Heitor?", eu vou responder pra você: Villa Lobos! Deu pra entender agora, né? Agora analisem comigo: segundo sites que pesquisei, o gênio da música morreu em novembro e o gatinho tem dois meses de vida, portanto, nasceu no mesmo mês. Será esse simples gatinho uma reencarnação do homem que fez história na música mundial com toda a sua genialidade? Nasce um gênio animal: Heitor Villa-Gatos? Será? Não sei...tirem suas próprias conclusões e divirtam-se!
Foto por: Fernanda Dearo

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano Novo, música nova!

Olá pessoal, tudo bem? Na madrugada de hoje (31), depois de chegar de mais uma noite de trabalho [exausto] tocando em um bar da cidade, sentei na cama e peguei meu violão porque tinha uma harmonia inventada no dia anterior e algo me dizia que aquilo tomaria forma e ganharia uma melodia e letra naquele momento. Não deu outra, saiu o comecinho de mais uma música. Acabei caindo no sono com a caneta e o caderno na mão. Acordei já pensando na música e fiquei matutando, matutando...e nada de conseguir escrever o resto da letra! Em contrapartida, adicionei mais um elemento na música, a gaita, que ajudou a dar uma enriquecida no que eu já tinha criado. As horas foram passando, e a tarde consegui escrever mais uma parte dela! Não sei se ela já está pronta, acho que ainda falta um refrão. Fiquei extremamente feliz por ter terminado e resolvi fechar o ano mostrando ela pra vocês. A foto se trata de um desenho feito na minha mão, desenho esse que foi um fator importante na inspiração que tive pra poder terminar a música. Batizei a música com o nome de "Ela", acho que só isso é o suficiente. Nome curto e grosso, como diz a expressão.


Ela
(Tokinho)

Ela sonha em ter alguém
Que saiba lhe falar
O que ela precisa ouvir.
Mas acha que vive muito bem
Sem ter ninguém
Pra lhe ajudar a sorrir
Ela está confusa mas sabe o que quer
Ninguém vai entender uma mulher

Todo este mistério é o que me atrai
Esse olhar indecifrável é o que me distrai
Toda vez que eu tento fugir
Não consigo ir a lugar algum
Tem algo em você que me prende
Esse seu sorriso me rende


Ouçam a música no player acima e dêem suas opiniões sobre o que acharam através dos comentários aqui do blog. A opinião de vocês é muito importante!
Pra finalizar a postagem, quero agradecer a todos aqueles que fizeram parte do meu ano de 2010. Foi um ano de conquistas, derrotas, alegrias, tristezas, frustrações, supresas boas e ruins, enfim, todo ano tem dessas coisas e eu sei que 2011 não vai ser diferente. Sejamos realistas, ninguém vai viver só de rosas e momentos bons! Espinhos e momentos ruins são necessários, porque eles nos fazem aprender tanto quanto as coisas boas.

Desejo a todos que estão lendo esta postagem um ano onde as alegrias se sobressaiam das tristezas, que com certeza existirão. Lembrando que isso não é ser pessimista, é ser realista. Temos que estar preparados para enfrentar tudo na vida! Muita música a todos, porque sem ela "a vida seria um erro", como já dizia um grande pensador que não me recordo o nome agora.

O blog terá novidades e postagens bem legais no ano que vem, continuem nos acompanhando. E não é só o blog que terá boas novas, a Poesia Concertante iniciará uma nova fase em 2011 e, em breve, vocês saberão do que se trata. Agradeço em nome de todos os componentes do grupo o carinho e apoio à banda.

Grande abraço a todos e até o ano que vem!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os integrantes #3 - Ivan Trevisan

As notas graves da Poesia Concertante são de responsabilidade de Ivan Trevisan, que na banda toca o baixo acústico (foto) e o baixo fretless, que pra quem não sabe é um instrumento de braço liso, que não possui trastes.

Ele entrou no grupo recentemente, e é mais um que acredita nessa ideia, que aposta no diferente e na liberdade de criação que a Poesia dá pra todos nós que fazemos parte. Aliás, essa liberdade é uma das coisas mais legais do grupo. Gosto que as músicas tenham um pouquinho de cada um! Toco a música sozinho para que eles ouçam e criem arranjos. O resultado disso felizmente tem agradado aos que viram.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa! Confiram a entrevista com o contrabaixista da Poesia Concertante, feita em 22 de dezembro de 2010 via MSN. Esperamos que gostem de saber um pouco mais sobre este grande músico!

Como você começou na música, Ivan?
Comecei estudando flauta doce com 11 anos com a Cristiane no Conservatório Municipal. Com 14 anos, comecei a tocar baixo elétrico. Faltava um baixista na banda de um amigo e ele me perguntou se eu queria tocar. Aí eu perguntei: "Mas o que é um contrabaixo?", ele me respondeu: "Não sei!" (risos).

Aí você quis descobrir o que era e acabou gostando do instrumento?Sim, pedi para minha mãe comprar um contrabaixo, e ela me perguntou: "O que é isso?", eu respondi: "Não sei, pede pro vendedor mostrar um!". A partir daí descobri o "enigmático" instrumento. (risos)

E a flauta? Abandonou de vez?
Sim, achava muito sem graça! Hoje, como estou mais maduro musicalmente, sei reconhecer que o som da flauta doce é muito bonito, quando bem executada.

Quais baixistas te influenciam e o que você costuma ouvir?
Jaco Pastorius, John Patitucci, Nico Assumpção, John Williams e Alain Caron. Ouço muito jazz contemporâneo e música clássica. Gosto bastante também de trilhas sonoras de filmes e jogos de video-game. A trilha da primeira edição do jogo Medal of Honor retrata muito bem o horror e a glória de uma guerra, quem ouve se sente na 2ª Guerra Mundial. Quem compôs foi Christopher Lennertz.

Faça como as meninas, indica um álbum que você goste pros leitores e nos diga o porque da indicação!Gosto em especial do álbum Heavy Weather, do Weather Report. É sem dúvida uma das melhores bandas de jazz contemporâneo. Tem tambem o Left of Cool, do Béla Fleck and the Flecktones.

O que você acha da Poesia Concertante e o que acha de fazer parte dela?Eu gosto de bandas que vem com o propósito de inovar e fazer diferente com bom gosto e criatividade. A Poesia Concertante me dá esse espaço de poder criar sem limites ou preconceitos.

Diga "tchau" aos leitores e deixa um recado de despedida!
Bom, pra encerrar eu espero que daqui pra frente possamos crescer bastante em criatividade, gerando bons frutos, boas músicas, cada vez mais ousadas e belas de se ouvir. Aos leitores: nos desejem sorte! E que vocês sintam o que sentimos quando arranjamos e criamos as musicas, que são feitas de corpo e principalmente de alma.

É isso aí, galera! Este é o penúltimo integrante da Poesia Concertante que eu lhes apresento, o próximo sou eu! (risos) Tô vendo se a Fernanda me entrevista, porque é meio estranho eu mesmo me entrevistar, né?




Indicações de Ivan Trevisan: Bela Fleck and The Flecktones - Left of Cool e Wheater Report - Heavy Wheater
Tá afim de baixar os álbuns indicados? É só acessar os links abaixo, baixá-los e curtir! Boa audição!

Wheater Report - Heavy Wheater: http://www.4shared.com/file/awsXy0ed/Weather_Report_-_Heavy_Weather.htm
Bela Fleck and The Flecktones - Left of Cool:
http://thepiratebay.org/torrent/3871690/Bela_Fleck_-_Left_Of_Cool_-_MP3_-_128kbps

sábado, 18 de dezembro de 2010

Sensações convertidas em notas...

"Como alguém pode exprimir as sensações indefinidas que experimenta enquanto escreve uma composição instrumental sem um assunto definido? É um processo puramente lírico. É a confissão musical de uma alma em que muitas coisas vem à tona e que, por sua própria natureza, transborda em forma de sons, da mesma maneira que um poeta lírico diz o que ele tem a dizer em poesia. A diferença é que a música tem recursos incomparavelmente mais poderosos e uma linguagem mais sutil à sua disposição para expressar mil diferentes nuances do sentimento interior."

Tchaikovsky escreveu isto numa carta que para Nadezhda von Meck, em 1878. Na carta, ele falava sobre uma de suas obras: a Sinfonia nº 4 em Fá menor Op. 36. Você deve estar se perguntando o porque eu estou falando de Tchaikovsky no meu blog, né? Calma aí que eu já vou explicar. Na verdade esta postagem não será sobre ele, e sim sobre música instrumental contemporânea de qualidade.

A música instrumental não tem seu valor merecido, apesar de ter ótimos representantes espalhados por todo Brasil. Não é comercial, portanto, não é "engolida" na maior parte do país. Tenho orgulho em fazer parte da minoria que valoriza este segmento musical, aliás, posso dizer que passei a valorizar muito mais a partir de anteontem, dia 17 de dezembro de 2010, após assistir ao show de Danilo Menezes, amigo e guitarrista poçoscaldense. O show fez parte da programação do 2° Festival Poços Instrumental, evento que além dos shows, traz à população da cidade muito conhecimento nos workshops realizados com renomados músicos da cidade.

O que eu vi - e ouvi - junto com as pessoas que lotaram o teatro do SESC na noite de ontem foi um verdadeiro espetáculo, e tenho certeza que todos que estavam lá acharam o mesmo. O show oscilou entre a fúria e a calmaria sem perder a essência, sem deixar que ninguém desprendesse a atenção durante um segundo sequer. Foi um show de muitas sensações...sensações convertidas em notas, como o próprio Danilo disse. É impressionante como a música instrumental tem o poder de fazer com que nós, ouvintes e espectadores, sintamos exatamente o que a pessoa sentiu quando a compôs. Como por exemplo, quando foi tocada a canção "Chuva de Dezembro". Cheguei até a comentar com meu amigo que estava do lado: "Cara, dá até pra sentir a chuva caindo ouvindo essa música!".



Parabéns ao Poços Instrumental! Que este evento cresça a cada ano e que este segmento musical seja cada vez mais valorizado na nossa cidade, que tem ótimos músicos vestindo essa camisa! Parabéns ao Danilo Menezes e à banda de apoio, que conseguiu transmitir muitas sensações com a apresentação fabulosa que fizeram! É isso, pessoal! #VaiSuldeMinas
Myspace: www.myspace.com/danilomenezes
Twitter: www.twitter.com/danilomenezess
e-mail: daniloa.f.menezes@hotmail.com - para aulas de violão e guitarra;
Telefone de contato: 9925 4228 - para aulas de violão e guitarra.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Poesia Concertante no #VaiSuldeMinas


Fala pessoal! Tô aqui pra falar sobre o último fim de semana, que foi histórico na cultura e arte poçoscaldense. Nós, da Poesia Concertante tivemos o prazer de fazer parte desse evento que vai ficar marcado na história da cidade!

Desde o dia 8 está acontecendo em Poços de Caldas o #VaiSuldeMinas, evento realizado pelo Corrente Cultural em parceria com a Prefeitura Municipal e o SESC. O evento contou com workshops e oficinas, além dos shows é claro.

Foram 8 atrações de Poços de Caldas: Tokinho e Poesia Concertante, Elementos, Aniska!, Havanna, Souls for Sale, Psicose, Danateia Rock e K2 e 5 de fora: Vandaluz (Patos de Minas), Os Ilhonas (Taubaté), Babi Jacques e os Sicilianos (Recife), Fungos Funk Freak Family (Juiz de Fora) e Macaxeira (São Paulo). Ecletismo é a palavra que melhor define o #VSM, que viajou do MPB ao maracatu, passeando pelo metal pesado, funk e ska e pop rock!




A Poesia Concertante subiu no palco do #VaiSuldeMinas no dia 11 (sábado) por volta das cinco da tarde. Não foi nada fácil chegar lá, atrasado por sinal! Até subir no palco e deixar o pessoal da banda esperando apreensivos, aconteceram algumas coisinhas: atraso, fusquinha com o para brisas quebrado por alguém, fusquinha sem gasolina na hora de ir pro show...enfim, no final acabou dando tudo certo. Como eu mesmo disse lá pra todo mundo ouvir: "Tudo de ruim que aconteceu até eu chegar está sendo compensado agora que eu estou no palco pra tocar músicas minhas!".


Fotos por Karina Delgado e Thaís Helena

A apresentação nos deixou muitos felizes, tanto pelo nosso desempenho quanto pela atenção que o público deu ao que nós cantávamos e tocávamos. É muito bom pra quem se dedica a divulgar suas próprias criações esse retorno de quem assiste, só nos faz querer escrever e compor mais e mais!




Fotos e vídeo pelas queridas e amadas amigas lindas Karina Delgado e Thaís Helena!