segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

13º Festival Música nas Montanhas – Concerto de Abertura – Soundscape Big Band

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Ah, como eu gosto do mês de janeiro...e nem é por causa desse papo de ano novo, não. É porque em todos os começos de ano a minha cidade respira música. Nesse período nos esbarramos com músicos de vários cantos do país e do mundo pelas ruas. A paixão pela música rege e se converte em um só concerto, e harmonicamente a cidade se torna uma grande orquestra de tons, sons, culturas e sotaques diferentes. Estou falando do Festival Música nas Montanhas, que durante treze dias e pelo décimo terceiro ano (coincidência?) faz com que o ano de milhares de pessoas que o acompanham comece mais leve.  Como no ano passado, postarei resenhas sobre os concertos que eu comparecer, e dou início agora a série de postagens do festival deste ano.

Cheguei no Teatro da Urca quase na hora da abertura do teatro e a fila era gigante, porém era notável ali que ninguém estava preocupado com a espera, e sim com a recompensa que ganhariam por esperar. Pra quem acha que um festival como esse, que tem como foco a música erudita, é ‘coisa de velho’ iria ver que estava errado: crianças e adolescentes também compuseram a plateia.

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Já dentro do teatro, pouco antes do início do concerto, um fato marcou o início do evento: “Isso é um desrespeito! Ficamos uma hora na fila pra chegarmos aqui e ter uma câmera no meio do corredor?!”, gritou um espectador revoltado com o posicionamento de uma das câmeras de uma emissora local (TV Plan), que transmitirá ao vivo esta edição do festival. Todos os presentes direcionaram os olhares para ele. Seu ‘amistoso’ pedido foi atendido e o câmera se posicionou em outro ponto do teatro. Essa manifestação foi seguida de um belo discurso do maestro Jean Reis (foto ao lado), que com seu jeito de falar calmo e elegante ‘retrucou’ a revolta do espectador: “Somos uma família e temos o direito de externar nossas revoltas”, disse o maestro. Revoltas a parte, vamos falar do que realmente interessa...
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Apesar do foco no erudito, quem abriu a serie de concertos foi a Soundscape Big Band, que existe desde 99’ e segue a estrutura tradicional das ‘big bands’, com 5 saxofones, 4 trombones, 4 trompetes, baixo acústico, bateria, piano e guitarra. O jazz contemporâneo é otimamente representado em arranjos e composições de diferentes sonoridades. A banda, que une diferentes gerações de músicos, mostrou no palco muito além de um simples show de jazz: a todo mundo momento os integrantes trocavam sorrisos entre si, mais do que uma apresentação musical, foi uma demonstração de amor à música. Na plateia, todos boquiabertos com o que estavam vendo. A cada solo, aqueles com ‘milhões’ de notas, aplausos intensos e gritos de ‘bravo’ ecoavam pelo teatro afora. As músicas em certos momentos me transportavam mentalmente para aqueles filmes hollywoodianos, com aquelas trilhas sonoras marcantes e inesquecíveis. Foi a segunda apresentação da banda no FMM (a primeira em 2002) e espero que voltem em outras edições, espero mesmo.

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E pra você que está se pergutando quem é o responsável por estas belas fotos, já vou esclarecer: o nome do artista é Leko Machado, fotógrafo de Bagé- RS, que pelo segundo ano consecutivo vem registrar com suas lentes, sensibilidade e, por que não dizer, inspiração o festival. Muito bom ter o aval dele pra enriquecer minhas postagens com essas fotos que dispensam qualquer tipo de comentário.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

#JaneiroPoético - Seis de Janeiro


Fonte: Google
O céu só recebe elogios quando está bem azulzinho e acompanhado daquele sol escaldante. Mas não é só nessas condições que ele é belo. Também fica lindo quando está prestes a chover, aquele tom acinzentado, meio obscuro, as nuvens se mexendo rapidamente, o tempo fechando. E as pessoas têm algo em comum com o céu, elas também podem ser belas em momentos que não sejam os de alegria, e devemos enxergar suas qualidades até quando o ‘tempo fecha’ e passam as tempestades, isso ajuda e faz o nosso céu se abrir de novo.


O que é o #JaneiroPoético?
É um compromisso firmado entre mim e as pessoas que acompanham meu trabalho, onde diariamente durante o mês de janeiro e postarei um novo escrito aqui no blog.

Clique aqui para ler Cinco de Janeiro, o da serie #JaneiroPoético.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

#JaneiroPoético - Cinco de Janeiro


Eu quero ficar bem, quero sorrir
E se você não quer o mesmo, tô nem aí.
Fique aí com seus choros e lamentos
E me deixa desfrutar dos meus bons momentos.
Não, eu não acho que o mundo gira em torno do meu umbigo,
Só não quero ter o desprazer de conviver contigo.
Eu não preciso de você, tenho plena certeza.
Agora me deixa viver e sai pra lá, tristeza!

O que é o #JaneiroPoético?
É um compromisso firmado entre mim e as pessoas que acompanham meu trabalho, onde diariamente durante o mês de janeiro e postarei um novo escrito aqui no blog.

Clique aqui para ler Quatro de Janeiro, o da serie #JaneiroPoético.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

#JaneiroPoético - Quatro de Janeiro


Fonte: Google
Eu gosto quando o tempo passa e eu nem vejo, é sinal que estava sendo tão bom que eu me esqueci de todo o resto do mundo. Gosto também quando os beijos são intensos, tão intensos que os lábios chegam a ficar dormentes. E aquele friozinho na barriga quando você vê alguém? Ah, isso não tem dinheiro que pague. Abraços fortes, que esmagam tudo de ruim que eventualmente estava em mim. Eu gosto também de conversar sobre qualquer assunto, os mais doidos e absurdos, gosto de saber de você, de rir de coisas que para os outros pareceriam idiotas. Eu gosto de ser assim, gosto do simples. E fico feliz quando vejo que alguém tem isso em comum comigo.
 

O que é o #JaneiroPoético?
É um compromisso firmado entre mim e as pessoas que acompanham meu trabalho, onde diariamente durante o mês de janeiro e postarei um novo escrito aqui no blog.

Clique aqui para ler Três de Janeiro, o terceiro escrito da serie #JaneiroPoético.

#JaneiroPoético - Três de Janeiro


Todo ato vira fato, todo fato vira boato.
Boato do mais barato.
Tão barato que a essa altura do campeonato
Acaba ficando chato.
Alguém entra de gaiato, pra tentar o estrelato.
Esse tipo de gente eu nem maltrato,
Na verdade até sou grato,
Não porque sou pacato, é que sou chato.
E que quando eu ajo assim, desempato.

O que é o #JaneiroPoético?
É um compromisso firmado entre mim e as pessoas que acompanham meu trabalho, onde diariamente durante o mês de janeiro e postarei um novo escrito aqui no blog.

Clique aqui para ler Dois de Janeiro, o segundo escrito da serie #JaneiroPoético.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

#JaneiroPoético - Dois de Janeiro


Fonte: Google
Tem gente chorando, gente sorrindo
Tem gente chegando, tem gente indo
Gente matando, gente morrendo,
Gente transando, gente vivendo
Tem gente querendo, gente conseguindo
Gente lutando, gente cedendo
Gente apanhando, gente batendo
Gente fumando, gente bebendo
Tem gente parando, gente correndo
Gente rezando, gente desconvertendo
Gente ganhando, gente perdendo
Gente clicando, gente absorvendo
Gente curtindo, compartilhando, tuitando, sabendo
O mundo rodando enquanto você estava me lendo.

O que é o #JaneiroPoético?
É um compromisso firmado entre mim e as pessoas que acompanham meu trabalho, onde diariamente durante o mês de janeiro e postarei um novo escrito aqui no blog.

Clique aqui para ler Primeiro de Janeiro, o escrito que inaugurou a serie #JaneiroPoético. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

#JaneiroPoético - Primeiro de Janeiro

Fonte: Google
Se chove, você pede sol;
Se é sustenido, você quer bemol;
Se tem a loira, quer a morena;
Se é grande, você quer a pequena;
Se tá quente, você quer frio;
Se tá cheio, você prefere o vazio;
Se vive no paraíso, procura o ‘inferno’;
Se é outono, prefere inverno;
Se é paixão, quer amor;
Se ouve a verdade, prefere o rumor.

Olá, leitores? Sentiram saudades? (risos)
Desde setembro vocês não vêem coisas novas por aqui, mas isso não significa que não existem coisas novas, viu? O fato é que eu acabei ficando viciado demais no Facebook e tudo de novo que eu escrevia, tudo de novo que acontecia, eu acabava postando lá e o blog foi ficando meio de lado. Mas isso começa a ser mudado a partir de agora, pois firmarei com vocês um compromisso: postagens diárias. Por que? Resolvi fazer o #JaneiroPoético, onde diariamente postarei um escrito novo, até o fim do mês. Os títulos das poesias serão a data de criação, e o primeiro é esse que você acabou de ler. Espero que tenha gostado.

Ah, e aproveito a oportunidade para desejar que nesse ano você tenha força de vontade, determinação e disposição para lutar por tudo que quer, pois só assim aquela velha expressão "ano novo, vida nova" faz sentido.

E não se esqueçam de me ajudar na propagação da minha arte, das minhas ideias, compartilhando, curtindo, tuitando e replicando o que quiser replicar - desde que os devidos créditos sejam dados ao autor, no caso eu.

Sejam bem vindos de novo ao Poesia Concertante, e em 2012 sem hiato de postagens!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O dia que meu dia começou bem!

O Manancial (Festival Estudantil de Música Independente), promovido pelo Coletivo Corrente Cultural, está em contagem regressiva para sua segunda edição, que acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de outubro. Como parte de divulgação do festival, uma equipe do coletivo visita as escolas para falar com os alunos sobre o evento e, de quebra, apresenta o trabalho de um artista local. Hoje, dia 16 de setembro de 2011, foi a minha vez de mostrar meu trabalho, no Colégio Municipal Dr. José Vargas de Souza.

Foi um show curto, de pouco mais de meia hora, porém intenso e emocionante pra mim. Foi a primeira vez que eu encarei alunos numa intervenção musical durante o recreio. Eu estava nervoso, pois não tinha a menor ideia de qual seria a reação deles com o meu trabalho. Pra quebrar o gelo, antes de qualquer acorde eu disse: “Espero que role uma identificação de vocês com o meu som e do meu som com vocês!”. Fim da primeira música e...aplausos. A partir dali, a coisa fluiu naturalmente e eu já estava tranquilo, me sentindo em casa.

Apresentei composições antigas e novas, entre elas uma música que ainda não tinha um nome definido e eu pedi que as pessoas ouvissem e, se quisessem, me dessem sugestões para o batismo da canção. E não é que no fim do show, enquanto eu desmontava as coisas tive uma surpresa? Uma menina, super simpática diga-se de passagem, veio dizendo: “Moço! Eu e minha amiga temos um nome pra sua música! A gente ouviu e acha que o nome pode ser ‘Simplesmente Vida!’”. Eu fiquei tão feliz com a situação que não pude deixar de dizer outra coisa que não fosse “Tá bom, esse é o nome da música!”. Ela sorriu, aparentemente feliz e eu pedi um abraço pra ela, como forma de agradecer pela atenção e carinho com o meu trabalho.



Aliás, o pós-show foi legal demais! Deu pra bater um papo com o pessoal, recebi elogios, incentivei o irmão de um amigo a montar uma banda, vi o filho de uma amiga, enfim. Foi tudo muito bom! Muito obrigado ao Corrente, principalmente o Pedrinho, Diego Ávila e Thaís Helena, que estavam por lá dando uma força; aos alunos, que me receberam com um carinho inexplicável e a diretoria da escola, por ter aberto espaço para tal.

Olha só que legal o que três alunas disseram sobre o show:

“Foi muito bom, tenho certeza que todos gostaram, assim como eu. Essa voz doce e calma, super gostosa de ouvir junto com as letras super bonitinhas, uma ótima combinação. Como sempre mandando muito bem, né? Você tem um futuro com muito sucesso pela frente ainda, tenho certeza disso! Espero poder estar em muitos shows seus! Parabéns!”

Julia Alice, 16 anos, 2º ano E

“O show foi ótimo , deu uma super animada no nosso recreio. A maioria gostou, teve até professor comentando. Foi uma coisa super inovadora, que deu um 'up' no recreio e por mim tinha toda semana um show desses.”

Bruna Maria, 16 anos, 2º ano E

"Parabéns! As músicas são muito legais! Muita gente estava até chorando do meu lado! E foi muito bom ter musica ao vivo na escola. Espero que apareça por lá mais vezes.” 

Kamila Stach, 13 anos, 8º B

domingo, 28 de agosto de 2011

Palavras suas que são minhas #6

Fonte: http://www.flickr.com/

Cada ser é exclusivo, em todos os sentidos da palavra.
Cada língua sente de uma forma
o mesmo gosto amarulento da desilusão.
É preciso se limar,
Para que a ascensão venha de forma mais natural;
Voltar a ser criança,
pintar a vida de guache.
Cores vivas, misturas.
Imaginar é o melhor caminho,
Assim o duelo que temos com nós mesmos
dia após dia não fica tão cansativo.
A vida é malina, prega peças.
Consubstanciar, unir, fundir e difundir.
Manter sempre a nossa insaciedade,
isso é sinônimo de sensatez,
E somos lúcidos, até que provem o contrário.

Como nasceu?
Propus no Facebook que cada pessoa apontasse aleatoriamente palavras no dicionário e postassem suas "escolhas". Escrevi um texto usando-as na ordem em que foram postadas, com exceção das palavras amarulento e desilusão, que estão em ordem invertida. Treze pessoas colaboraram com mais essa "poesia colaborativa", que é a sexta da série Palavras suas que são minhas.

Palavras sugeridas por: Fabio Moras, Marcela Souza, Camila Alves, Roana Mello, Danielly Luengo, Fabiana Telini, Grace Figueiredo, Sofia Facci Inguaggiato, Amanda Rodriguez, Valquiria Rosa, Kátia Aparecido, Talita Rossi, Rafael Santos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Peça do Caráter

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/05/102_1736-blogquebra.jpg
O constante decrescer do caráter faz do homem um ser insignificante, inanimado. Seu jeito de viver é mentiroso, e tudo que sai de sua boca é lero-lero. Pospor seu amadurecimento é só o que sabe fazer. Ele é incrédulo a tudo que não concorda, mas consegue ser indeclinável e, acredite, melódico. Sua vida é um quebra-cabeça, e ele vai ter que se contentar em montá-lo faltando uma peça: a peça do caráter.

Por Tokinho Carvalho em 26/08/11

Como nasceu?
Estava eu na casa do meu amigo agora pouco, quando vi um dicionário Luft e comecei a apontar palavras aleatoriamente. As palavras apontadas são as que estão em negrito no texto e aparecem no texto na ordem em que foram "escolhidas".

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Simplicidade e intimidade...


Foto por Thaisa Lima

Simples e íntima, foi assim a minha apresentação no último sábado (23) na Companhia Bella de Artes. Toda simplicidade e intimidade é por conta do formato que me apresentei: em voz e violão. Foi a primeira vez que fiz um show autoral sozinho no palco, e foi uma experiência bem legal. As minhas músicas são compostas assim, e isso é o que deu o caráter intimista ao show.

Foto por Thaisa Lima
Prender a atenção das pessoas à uma coisa que elas nunca viram na vida é sempre complicado. Mas o que eu senti foi que todos deram atenção ao que eu estava tocando e cantando. Uns mais, outros menos, mas deram. Quando faço esse tipo de show, dedicado exclusivamente ao meu trabalho autoral, costumo conversar com o público. Conto a história de cada música, o que me inspirou a compor, além de compartilhar coisas minhas pra tentar fazer elas rirem. Apesar de não ser um show de comédia, eu acho que o riso ajuda a quebrar o gelo e me deixar mais próximo do público que me assiste.

A única parte não autoral do show foi o momento em que eu toquei um trecho da música "Abismo de Rosas", de Américo Jacomino. Essa música tem uma história importantíssima na minha vida, pois foi a primeira que aprendi no violão. Meu pai, quando decidiu me ensinar a tocar, me ensinou ela do jeito que ele havia aprendido há muitos anos atrás. Tenho lembranças de quando a gente sentava na horta de casa e ele me ensinava trecho por trecho até que eu o deixasse feliz por ter aprendido a tocar a primeira parte. É uma música composta exclusivamente para violão. Muito bonita, se você que está lendo não conhece, eu recomendo.

Assim foi minha apresentação, espero que eu tenha conseguido passar um pouco da alegria que eu senti. Em breve, eu e a Poesia Concertante nos apresentaremos lá em um show que prometemos que será marcante, tanto pra nós quanto pra quem for assistir.

Marina de Andrade, presidente da Cia. Bella / Foto por Élvio
Muito obrigado a Flávia Granato, do Coral Lá di Minas, por ter confiado em mim para abrir a noite; ao Élvio, pelo esforço para deixar tudo certo com o som; Marina, presidente da Companhia Bella de Artes, por manter as portas sempre abertas ao meu trabalho; a Thaisa Lima e a Rejane Catão, por terem ido com toda boa vontade do mundo e me fotografarem e a todos que compareceram.

Confira dois vídeos que foram feitos da minha apresentação. As músicas são Rua da Ilusão e Parafernália.




sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sorria, você está sendo filmado!

               

Desenlace
(Tokinho)

O sonho é real,
Depende do ponto de vista
O sucesso é banal,
Depende da obra do artista
O medo amedronta só quem se deixa amedrontar
E o silêncio só vai existir
Quando ninguém mais quiser cantar

O beijo acontece,
Depende da sua conversa
O tempo é curto,
Depende do tamanho da pressa
A calma resolve os problemas que podem esperar
E os acertos só vão ser possíveis
Enquanto houver chances de errar

Tudo depende de nós
E dos caminhos que escolhemos seguir
As escolhas que fazemos vão interferir
No desfecho da nossa história
No final feliz ou não

O abraço conforta,
Depende da sua pureza
A música acalma,
Depende da sua leveza
O amor alimenta até quem não sabe o que é amar
E o final de uma história
Só vai depender de como começar

Tudo depende de nós
E dos caminhos que escolhemos seguir
As escolhas que fazemos vão interferir
No desfecho da nossa história
No final feliz ou não


(Letra e música por Tokinho)

Foto por Jéssica Balbino
Bom, pessoal...essa é uma das minhas mais novas filhas, espero que tenham gostado. Como todo filho, escolher um nome é uma das partes mais difíceis, talvez até mais difícil do que parir (no caso, compor). Tinha batizado ela como "O Desfecho Dependente", mas achava que esse nome não soava bem. Enquanto eu não conseguisse um nome mais apresentável, deveria esperar um insight, uma ideia. A filmagem foi feita no sarau "Poesia de Ninguém", promovido pelo Coletivo Corrente Cultural - o mesmo que eu citei na postagem anterior. Eu não sabia que estava sendo filmado enquanto apresentava a canção para os presentes, mas a poeta e estudante de arquitetura Crys Marques tinha apertado o REC. Ela me mostrou o vídeo e durante a conversa eu comentei que não gostava do nome que eu tinha dado. Ela disse: "Essa música tem cara de...Desenlace". Procurei o significado exato da palavra e vi que ela era o mesmo que desfecho, final. Ou seja, se encaixou perfeitamente no que a música diz. Muito obrigado a Crys, pelo batizado da minha filhinha e pela filmagem, que ficou muito boa!

Quer conhecer o maravilhoso trabalho da Crys Marques? Clique aqui e visite o blog "Os Singulares".

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Canção Para a Vida

Fonte: Google Imagens

Sei que o amanhã chegará
De qualquer maneira
Como uma valsa a embalar
O que quer que seja
Faça-me o favor...

Dance, alcance o que quiser
Mesmo que contra a maré
Não se canse, encante a quem puder

Nunca seja irrelevante
Leve essa canção adiante
Mesmo que o mundo pare de cantar
Mesmo que a vida pare de encantar

Faça-me o favor...

(Letra e música por Tokinho e Júnior Veiga)

Como nasceu?
A música foi escrita ontem no final da tarde e parceria com o meu amigo e ex companheiro de banda, Júnior Veiga. Juntos, formávamos a LP 75, minha primeira banda que me ensinou muito do que sei hoje. Nos reunimos para trocar músicas e ideias antes de ir para o sarau "Poesia De Ninguém", promovido pelo Coletivo Corrente Cultural. Acorde vai, acorde vem resolvemos tentar escrever uma música juntos. Assim, de uma hora pra outra. Ele inventou uma harmonia e começamos a criar frases até terminarmos a música. Achei o resultado bem legal, fizemos coisas legais com as vozes, alternando e sobrepondo-as em certos trechos. A letra refere-se a vida como se fosse uma dança, uma canção. O arranjo inicial da música é para violão e escaleta, que é executada por mim. Tocamos ela no sarau e, pelo jeito, o pessoal gostou. Em breve vou tentar disponibilizar o áudio da música aqui no blog para vocês ouvirem, okay? Enquanto isso, comentem o que acharam da letra.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Confissão

Fonte: Google Imagens

Não quero ter a minha inspiração presa entre quatro paredes.
Nem sorrir aonde não me sinto em paz,
Muito menos chorar onde não me sinto triste.

Quero recriar boas lembranças,
E vivê-las como se fossem presentes.
Feito um papel em branco a ser preenchido

Talvez o céu reflita o que eu preciso:
Um sorriso, ou um abraço sincero.


Escrito por Tokinho e Adriano Mota "Drico" em 5/7/11.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Tempo e as Coisas


Fonte: Google
O tempo passa e as coisas mudam. Pra melhor ou pra pior, mas sempre mudam. Mudanças nem sempre visíveis, mas sempre existentes.
Os problemas nem sempre fazem o mesmo mal.
O discurso de um muda na medida em que se altera o do outro.
O amor oscila a intensidade, dependendo de quem será amado.
O sorriso, os sonhos, as pessoas, as cores, os beijos, tudo.
O tempo que temos também diminui, por isso é bom nos apressarmos, antes que o tempo acabe.

Quer ouvir e baixar este escrito? Clique aqui!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quarto 312

http://farm4.static.flickr.com/3425/3234420195_3ff3ffe4d5_b.jpg
O branco predomina nas roupas e nas almas.
O medo de agulha é inevitável. Da morte também, em comuns casos.
A dor caminha invisível pelos corredores.
A cama deixa de ser só uma cama para se tornar um lar temporário.
O medo passa a ser tão normal quanto uma injeção.
Tristeza é rotina, até para os que não são tristes.
Emergência é carinho, companhia. Seu estado melhora muito quanto se tem as duas coisas.
Roana Mello, Raquel Vilela, Adriano Mota, Dryka, Tiago Bencice, Carla Guedes, Natália Orcel, Tetê Nassif, Raquel Zétula, Jéssica Borges e Bianca Sirigati colaboraram para a criação deste escrito, sugerindo as palavras em destaque via MSN.

terça-feira, 14 de junho de 2011

"Enxergar tudo que é invisivel" (...)

A última sexta feira (10/06) foi um dos dias mais especiais da minha vida desde que me iniciei na música há pouco mais de oito anos. Por quê? Calma já vou explicar.

Fui convidado pela cantora poçoscaldense Flávia Granato, que também é minha amiga, para visitar seus alunos de coral na AADV (Associação de Apoio ao Deficiente Visual). Fiquei orgulhoso demais pelo convite, mas também muito nervoso. Era uma situação nova pra mim e eu não sabia se ia conter as lágrimas com tanta emoção de uma vez só.

Chegando lá, antes de encontrá-los, conheci as dependências da instituição, que diga-se de passagem tem uma infra-estrutura maravilhosa, alem de desenvolverem um trabalho com muita seriedade, amor e carinho com os portadores de deficiência visual.

O momento de entrar na sala para o tão esperado encontro chegou e eu estava muito nervoso. Entrei na sala, todos sentaram-se em círculo e se apresentaram, um por um. Apertei forte a mão de cada um para que eles sentissem a minha felicidade em estar ali.

Comecei o bate papo falando um pouco sobre como se iniciou a minha relação com a música e o que ela representa pra mim hoje em dia como meu trabalho. Logo depois, toquei Perguntas, uma das primeiras músicas que eu escrevi. Eles ouviram, aplaudiram e disseram ter gostado bastante. Obviamente isso me encheu o ego e a alma.

Tive a honra de vê-los cantar lindamente canções clássicas como "Tiro ao Álváro", do mestre Adoniran Barbosa. Sempre admirei corais, pela técnica envolvida na divisão de vozes, mas esse foi especial. Todos cantavam em uma empolgação, um prazer. Nem pareciam ter os problemas que têm.  

O momento mais marcante desse encontro na minha opinião foi quando eu toquei Indecifrável, também de minha autoria. Quando cantei o refrão, uma das alunas começou a chorar e, ao final da música, ela disse que chorou por quê o trecho a tocou de uma forma muito intensa. Naquele momento meus olhos se encheram d'agua mas consegui conter o choro.

Além das minhas músicas, cantei alguns clássicos, como a canção "Como é Grande o Meu Amor Por Você", do rei Roberto Carlos, que foi cantada em coro por todos; "Codinome Beija-Flor", de Cazuza, que foi um pedido de uma das alunas; "Lanterna dos Afogados", dos Paralamas e a bela "What a Wonderful World", consagrada na voz inconfundível de Louis Armstrong. Aliás, quando fui explicar o porque de ter escolhido tocar a última música, não consegui segurar e chorei um pouco.

Assim foi a minha primeira (de muitas, espero) visita à AADV. Um dia que me apresentou a pessoas que enxergam a vida com o coração, de maneira linda.

Muito obrigado Flávia Granato, toda equipe da instituição e, principalmente, aos alunos que me receberam tão bem, de maneira tão acolhedora e sincera. Espero poder voltar em breve e me emocionar de novo com vocês todos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Arteiros artistas

Fonte: Google


Crianças que fazem arte são chamadas arteiras.
Crescem e podem ser artistas.

A arte está em nós, resta a cada um mantê-la em si.

Eu fui arteiro,
hoje me considero artista.

por @_tokinho em 16/05/11

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Palavrinhas importantes

Vergonha: muita gente sente,
outros não têm.

Dignidade: todo mundo só tem uma
que, se ferida, nunca mais cicatriza. E ferem.

Cara: uns têm só uma,
outros têm duas, três, ou até mais...

Agora responda pra si mesmo: alguém que tem não tem vergonha em nenhuma das caras e ainda machuca sua própria dignidade merece respeito?

A minha resposta?
NÃO!

por tokinho em 16/05/11

domingo, 8 de maio de 2011

Palavras suas que são minhas #5


Essa mulher é única.
Aquela lasanha de domingo, família reunida...
Tudo o que você vive só é possível graças a ela.
Quando a lembrança e as saudades são o único refúgio,
predomina o encanto por tudo aquilo que ela já fez.
Ela, que foi consagrada com o dom da existência
pode se resumir em uma palavra: amor.
É companheira por todos os caminhos
e amiga independente dos seus atos.
Temos a maravilhosa oportunidade
de abraçá-la milhões de vezes na vida
e muitos de nós mal fazemos isso.
Essa mulher é essencial.
É o apoio mais firme que temos,
a palavra insubstituível, o afago mais confortante.
Essa mulher nós chamamos de mãe.

Como nasceu?
Nasceu da vontade de homenagear as mães. As presentes, as ausentes, as de primeira viagem e as já experientes. Pedi via Facebook que as pessoas definissem mãe em uma palavra. Quinze palavras entraram no escrito, consequentemente a mesma quantidade em pessoas colaboraram. Algumas palavras não entraram, mas obrigado mesmo assim a todos que colaboraram e fizeram possível mais esse texto colaborativo.

Palavras sugeridas via Facebook na ordem em que aparecem destacadas por: PC Belchior, Rowilson Araújo, Thaís Helena, Grace Costa, Lara Marx, Faustinho Gomes, Lívia Motta, Paam Andrade', Flaávia Ribeeiro, Francesco Oliveira, Pri Paiva, Juliana Akstein Incrocci, Carol Sandi, Roana Mello e Fernanda Fonseca.