quarta-feira, 4 de maio de 2011

Palavras suas que são minhas #3

Foto por Freddy hp
Ele tem saudades do tempo que a era pura e queria viver em um socialismo sem utopias. Sente tristeza quando percebe que querer um mundo mais justo é um sonho obsoleto demais. A vida hoje se resume em pensar somente no próprio bem, a paz interior é o que mais importa. Basta estar em harmonia somente com o próprio universo e tudo certo.

A música que causa nele inquietação é a mesma que aflora o amor, daquele que, como a fé, pode mover montanhas e faz passar a mais forte enxaqueca pelo simples fato de ser sincero e verdadeiro. Essa mesma música dá vontade de deitar debaixo de uma árvore, num chão cheio de folhas secas e ficar lá pensando na vida e esquecer de tudo aquilo que é essencial pra maioria: sexo, dinheiro e tantas outras coisas. Para a mesma  maioria  um momento assim seria um tanto quanto sem sal, mas a poesia de Chico Buarque que entra pela orelha do José vai na alma e lhe dá força pra viver e por alguns minutos o faz pensar que a vida são só flores...

Dá pra contar nos dedos (das duas mãos, talvez) os “Josés” que são assim. São tantas vidas, tantas flores e poucas sem espinho.

por tokinho carvalho em 04/05/11 às 14:35

Como nasceu?
Esse texto foi escrito a partir de palavras sugeridas através do Facebook por 20 pessoas diferentes. Comecei a escrever dessa forma e acabei me apaixonando por isso. Cada escrito acaba sendo um desafio e tanto pois eu nunca sei que palavras as pessoas vão sugerir e eu não tenho só que sair escrevendo, quero que aquilo que eu escrever tenha algum sentido. Criei uma série chamada palavras suas que são minhas, onde todas as obras seguem o mesmo processo de criação colaborativa

As palavras deste escrito foram sugeridas na ordem em que aparecem destacadas por: Cris Maziero, Natália Orcel, Tiago Felix, Denis Andrade, Victor Coelho, Paam Andrade', Dryka Zy Nha, Mariele Akstein, Lalinha Marques, Nathalia Carvalho, Rodrigo Augusto, Pri Paiva, Teresa Oliveira, Natássia Meirelles, Raquel Stella Marques, Faustinho Gomes, Leonardo Zaneti, Aniska Skarock (Matheus Leite), Thaís Helena, Keture Cava, Tiago Antonioni, Maria Luiza Cincoetti e Grace Costa.

sábado, 30 de abril de 2011

Palavras soltas

Fonte: http://ruannluccas.zip.net/images/miseria.jpg
As pernas que sustentam
os corpos dos miseráveis
mal tem poder de movê-los.

Caixas e mais caixas de remédio
criam a sensação de que é mais fácil.
Imagens de santos também, para os que tem fé.

Mas falta também voz pra rezar
e assunto pra reclamar com Deus...

por tokinho carvalho em 28/04 às 22:15

Como nasceu?
O poema acima nasceu durante uma aula de Geometria no cursinho pré-vestibular da Educafro, anteontem. Eu tinha uma apostila de gramática em mãos e comecei a ler, já que estava um pouco desinteressado no que o professor estava falando. As palavras em destaque foram escolhidas aleatoriamente (sim, eu fechava os olhos, apontava uma e anotava no caderno) nesta ordem, e em cima delas eu criei este poema. Estou gostando bastante dessa forma de escrever poesia, sempre é um desafio. Quem tem acompanhado o blog viu que lancei uma "série" de poemas escritos dessa maneira, com a diferença que as palavras são dadas por amigos, via MSN.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Palavras suas que são minhas #2

Foto por Maha Suliman
O céu é cinza e turvo,
como a água de um rio sujo.
E a solidão é minha única companhia.

O jeito é extrapolar, deixar de agir assim
como se estivesse enquadrado numa moldura velha.
Descubra o que o meu olhar frio mantém escondido,
aquilo que ninguém jamais viu.

Hipocrisia? Talvez.
Quem nunca forjou nada pra vencer
que atire a primeira pedra.

Outrora fui assim,
Hoje prefiro sorrir.

Palavras sugeridas (via MSN) na ordem que aparecem destacadas por: Vanessa Azevedo, Damiana, Mariana Martins, Amanda Oliveira, Matheus Siqueira, Leko Machado, Sofia Inguagiatto, Larissa Duarte, Jessica Borges, Fernanda Dearo, Guto, Roberta Mucknika.
 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Palavras suas que são minhas

Fonte: Getty Images
A paz que eu quero
É a mesma que você quer:
Aquela que sonha o amedrontado,
Que sente saudade
e acredita na palavra alheia.

A palavra que eu quero é a verdade
Que vem me avisar
Quando há traição,
quando falta lealdade...

Quero também a felicidade
Igual a que existe em cima da calçada
Com as crianças
Que sorriem e brincam...sempre.

Palavras sugeridas (via MSN) na ordem em que aparecem destacadas por: Mariele, Mariana, Gabriel Pereira, Natália Orcel, Paula Dore, Maria Luiza Cincoetti, Lalinha Marques, Jéssica Ranieri, Felipe Campos, Fabíola Duarte, Miny Colares, Jéssica Borges.


AMANDO, AMADOS, AMAREMOS: AMOR

Fonte: Getty Images
Nós, em constante metamorfose
seremos sempre os mesmos,
reclamando o que temos
e sempre querendo mais.

Programados ou não,
sempre seremos conscientes
que o clamor nem sempre será útil.
Sofreremos por clamar.
É necessário.

Chamaremos várias pessoas
pra suprir a carência, pra desabafar.
E seguiremos mudando
de opinião, de clamores.

por tokinho carvalho,
dia 20/04/11 as 12:30

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Música Imortal

Foto de Marcel Andrioli (clique para acessar o Flickr)

Minha vida é música,
de harmonia complexa.
Vira música instrumental
quando me somem as palavras,
mas sempre soam notas, acordes.

Dissona as vezes, mas não pára.
Com ou sem platéia.

É jazz, o improviso sempre me agradou;
Blues, deposito sentimento em tudo;
É rap, a verdade nua e crua;
É pop quando acho que tem que ser, mas não está a venda.

Aqui não tem espaço pra teoria.
O que sempre vai importar
É a prática.

Quero o sofrimento em semifusas
e alegrias em semibreve.

Acordes menores nem sempre serão lágrimas
E os maiores, nem sempre sorrisos.

Aos que querem tocar junto comigo,
um aviso: não vai ser fácil.
Eu não sei o tom.

Toco enquanto o coração reger.
Quando ele se cansa
a música vira silêncio.

O silêncio também é música,
logo, sou imortal.

por tokinho carvalho
18/04/2011 as 15:11

quinta-feira, 31 de março de 2011

Descaso, boas lembranças e...ruínas!

Visão geral do parquinho, por Tokinho Carvalho
Que saudade daquele tempo que eu implorava pra minha mãe me levar no parquinho do bairro onde eu cresci e até hoje moro: Estância São José. Lá eu cultivei muitas amizades que até hoje fazem parte da minha vida. Entre castelinhos de areia e hematomas causados pelas quedas dos balanços e gangorras, o que sobrou foi a lembrança. A Tia Cida - que cuidou durante muito tempo do parque - se sentiria orgulhosa se pudesse ver tudo isso funcionando ainda.

É triste imaginar que as crianças que vivem no bairro hoje, provavelmente não terão a mesma história pra contar daqui a alguns anos. Porque? Simplesmente por que o nosso querido parquinho é só uma ruína cheia de lembranças - e lixo. Os filhos de algumas pessoas que passaram parte da sua infância lá brincando não podem ir no parque do bairro por que ele não tem condições de uso. Irônico, né?

Lixo, lixo e mais lixo...
O fato é que que as crianças que moram nesse importante bairro da zona leste de Poços de Caldas precisam viver bons momentos e ter boas lembranças desse parquinho no futuro, pois o lazer  e a recreação é um direito garantido a elas, segundo a 7ª Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que "a criança deve ter plena oportunidade para brincar e para se dedicar a atividades recreativas (...)"
Os animais agradecem o grande banheiro "dado" a eles.

É visível e inquestionável a necessidade de uma reforma geral nesse espaço que deveria ser dedicado à criança e a formação dela como pessoa e cidadã. Hoje o espaço só serve para acumular ferrugem, entulho e dejetos de animais. Se uma criança resolve, em sua ingenuidade, brincar no que sobrou dos brinquedos e se machuca gravemente, quem vamos culpar? Os pais ou as autoridades responsáveis por manter o espaço em condições de uso.

Entendo que a responsabilidade da preservação do patrimônio também é dos usuários, mas em um caso onde o tempo deteriorou os equipamentos e ninguém providenciou melhorias, o abandono e depreciação - natural ou não - têm grandes possibilidades de serem uma constante.

Em nome dos moradores do bairro, torno pública a insatisfação quanto à situação do parque e peço encarecidamente por melhorias. Temos o direito de ter um espaço adequado para que as crianças brinquem tranquilas exerçam seu direito.

Para quem se interessar em apoiar a nossa indignação, clique aqui e assine o abaixo-assinado online que eu criei e posteriormente será encaminhado para a Secretaria do Governo de Poços de Caldas.



Ah, e se as fotos não foram suficientes para você enxergar a situação do parquinho, assista o vídeo abaixo: